O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, acumulou em agosto alta de preços de 8,97% em 12 meses. No entanto, preços de alimentos ajudaram na queda do índice de 0,52% em julho para 0,44% em agosto.
A taxa ficou acima do teto da meta de inflação do governo federal, que é de 6,5%. Em julho, o IPCA acumulava alta de 8,74% em 12 meses. Os dados foram divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Considerando-se apenas o resultado de agosto, o IPCA ficou em 0,44%. As taxas haviam ficado em 0,52% em julho deste ano e em 0,22% em agosto do ano passado. O que significou uma pequena arrefecida.
O IPCA continua em nível elevado, apesar de a inflação ter arrefecido na passagem de julho para agosto, segundo Eulina Nunes dos Santos que é coordenadora do índice.
Eulina considerou ainda que mesmo com a deterioração no mercado de trabalho e da demanda menor, há pressão de custos, sobretudo oriundos da alimentação. Os alimentos acumulam no ano um aumento de 13,92%.
Produção industrial
A produção industrial em São Paulo apresentou crescimento de 1,6% na passagem de junho para julho e, apesar de registrar uma sequência de 29 taxas negativas na comparação anual, a baixa de -1,8% registrada em julho de 2016 foi a menor da série.
Os segmentos como o de veículos automotores, que teve queda de 10% em relação a julho do ano passado, e de derivados de petróleo e biocombustíveis, que recuou 9,3% na comparação anual, foram apontados como alguns dos ramos que pressionaram negativamente a queda da produção em relação ao mesmo período ano passado.
