Os advogados de Paulo Okamoto, ex-presidente do Sebrae e denunciado na Operação Lava Jato, quiseram se antecipar e foram barrados pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos recursos da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
Ele negou o pedido da defesa do amigo do ex-presidente Lula da Silva para trancar liminarmente a denúncia da Lava Jato contra ele antes mesmo de o juiz Sérgio Moro analisar o caso, informou o Estadão.
Para o magistrado, o pedido da defesa de impedir que a parte da acusação relativa a Okamotto seja aceita antes mesmo de Moro decidir sobre a denúncia é “inoportuno”. “Em que pese parte da doutrina admitir a impetração prévia à decisão que apreciará a denúncia, não vejo presentes requisitos mínimos que permitiriam a excepcional intervenção do juízo recursal”, assinalou Gebran.
