“Há indicativos de que os investigados tenham atuado para ocultar elementos probatórios úteis à investigação.” Essa foi a justificativa de procuradores da força-tarefa da Lava Jato – Polícia Federal e Ministério Público Federal – para transformar prisão temporária em preventiva do ex-ministro Antonio Palocci, nesta sexta-feira (30).
A decisão é válida para o ex-assessor Banislav Konti. Em relação ao ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio, será libertado com medidas cautelares. Todos foram detidos durante Operação Omertá da PF.
Em sua defesa Palocci afirmou que não é o “italiano“, apelido encontrado em documentos descoberto no chamado departamento de propina da Odebrecht. Tanto Palocci quanto Branislav Kontic foram ouvidos nesta quinta-feira (29).
Segundo o ex-ministros os contatos e conversas com Marcelo Odebrecht eram institucionais. Ele negou que tenha havido pedidos para aumentar a linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para Angola, país em que a Odebrecht possuia contratos de obras.
