O presidente Michel Temer (PMDB) está em viagem internacional, mas bem que poderia pedir para seu amigo Moreira Franco (PMDB) deixar o governo para evitar mais constrangimentos.
O chefe da Secretaria-Executiva o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) foi novamente envolvido em graves denúncias de recebimento de propina. Desta vez, teria recebido R$ 3 milhões para cancelar uma obra. O ex-deputado Eduardo Cunha já disparou sua metralhadora contra Moreira Franco, e disse que ele é uma “eminência parda” no governo.
Quem disse isso foi o executivo Claudio Melo Filho, ex-VP de Relações Institucionais da Odebrecht. Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, segundo a revista Veja, ele disse que Moreira pediu a contribuição em 2014, quando era ministro da Secretaria de Aviação Civil de Dilma Rousseff (PT).
Melo Filho, segundo a revista, pagou o montante para evitar que o projeto do terceiro aeroporto de São Paulo saísse do papel. Era propina pura e simples, solicitada por um ministro que lidava com interesses bilionários da Odebrecht no setor de aeroportos, disse ele.
A Operação Lava Jato reuniu mensagens trocadas em 2013 entre o ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques Azevedo, e o então secretário da Aviação Civil, Moreira Franco, em que tratam da concessão do Aeroporto Internacional de Confins, em Minas Gerais, antes e depois do leilão, realizado em 22 de novembro.
Para os investigadores da Polícia Federal, há suspeitas de acertos prévios nos pacotes de concessões de aeroportos realizados no governo da presidente afastada Dilma Rousseff – um negócio de R$ 45 bilhões, ao todo.
