O Congresso Nacional discute neste momento o veto total ao projeto que reajusta o salário de defensor público. Caso seja derrubado, a categoria poderá receber 67% a mais nos salários nos próximos três anos, ou seja, elevaria o salário do defensor-geral ao teto do funcionalismo público, que é de R$ 33,7 mil.
O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) reconheceu que é importante valorizar os profissionais, mas disse que a questão é ter ou não ter os recursos. “A defensoria merece o reajuste, mas o reajuste ultrapassou a inflação. Eles estão tendo um reajuste de quase 100%! É inadmissível, inexequível”, disse Perondi ao defender o veto.
Atualizado às 16h11 – A Câmara manteve, por insuficiência de votos, o veto total ao Projeto que aumentava o salário do defensor público-geral federal de R$ 31.090 para R$ R$ 31.557,21 a partir de 1º de julho de 2016.
Se derrubado o veto presidencial, abre-se uma janela para o reajuste de outras categorias típicas da carreira do Estado. Na fila estão os delegados de polícia federal, que pedem 37% de reajuste dividido em três parcelas pagas até 2019. O teto para o delegado passaria dos atuais R$ 22,8 mil para R$ 31 mil.
Outra categoria é dos auditores-ficais da Receita Federal do Brasil, cujo projeto já está tramitando em regime de urgência na Câmara dos Deputados. Pela proposta, em janeiro o auditor passa a receber no mínimo R$ 22,2 mil, um belo aumento frente os atuais R$ 15,7 mil, o que representaria 41% de aumento.
