O ministro que deu uma banana para Michel Temer na votação da PEC 241, é o mesmo que é acusado de usar vacas para fazer caixa dois em campanha eleitoral. É o quinto ministro do governo envolvido em denúncias graves que poderiam provocar seu afastamento.
A bola da vez é Leonardo Picciani, do Esporte. Uma ex-funcionária da Carioca Engenharia, empreiteira investigada na Operação Lava Jato, afirmou que comprou “vacas superfaturadas” da empresa Agrobilara Comércio e Participações Ltda. com o objetivo de movimentar dinheiro em espécie que seria usado no caixa 2 da construtora.
Segundo reportagem do O Estado de São Paulo, a Agrobilara tem como controladores membros da família Picciani, incluindo o ministro do Esporte. O depoimento de Tania Maria Silva Fontenelle, que trabalhou na Carioca por quase 30 anos e saiu em 2015, foi dado em acordo de leniência da empreiteira com o Ministério Público Federal homologado em fevereiro deste ano pelo juiz Sérgio Moro.
Na quinta-feira passada, o magistrado ampliou o acordo a oito executivos da empreiteira. Em depoimento prestado em abril na condição de colaboradora, a ex-funcionária disse que “recebia solicitações de acionistas e diretores da Carioca Engenharia para providenciar dinheiro em espécie e assim procedia”.
Além do ministro, são controladores da Agrobilara o seu pai, o peemedebista Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Rio, e seu irmão, Rafael Picciani, secretário de coordenação de Governo da Prefeitura do Rio.
