O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, “repetiu o que disse na delação” premiada que fez no âmbito da Operação Lava Jato. Ele depôs hoje como testemunha de acusação em uma das ações no Tribunal Superior Eleitoral que pede a cassação da chapa presidencial de Dilma Rousseff e Michel Temer, eleita em 2014.
Machado presidiu a Transpetro de 2003 até novembro de 2014.
Na delação, Machado afirmou que repassou propina a mais de 20 políticos, paga por meio de doações eleitorais oficiais. O ex-gestor citou ainda que pagava espécie de “mesada” a alguns políticos do PMDB, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que receberia R$ 300 mil por mês. Renan nega.
O advogado de Michel Temer, que acompanhou o depoimento feito em Fortaleza, Gustavo Guedes, que Machado disse que “não participou, que não lhe foram pedidas doações para a campanha presidencial de 2014. (…) Em resumo, disse que nenhuma doação das que ele viabilizava foi destinada a eleição presidencial de 2014”, segundo o Broadcast Político.
