Um ano após o rompimento da barragem de Fundão, que destruiu a bacia do Rio Doce, as empresas pouco fizeram para reparar os danos que causaram. Milhares de pessoas foram afetados pela lama das mineradoras Samarco, Vale e BHP. No Senado, pedido de criação de CPI está engavetado.
O Greenpeace e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) instalaram 21 cruzes sobre a lama, simbolizando as pessoas que perderam suas vidas em função do desastre; e escreveu a palavra “Justiça” em uma área de 320 metros quadrados nos muros que ainda resistiram da escola – uma última lição de ensino para aqueles que ainda negligenciam os direitos humanos e do meio ambiente.
No dia 31 de outubro, 400 pessoas partiram de Regência, litoral do Espírito Santo, onde está a foz do Rio Doce, para percorrer os 700 km de suas margens, passando por nove localidades até chegar em Mariana (MG), no dia 2 de novembro.
“Queremos que Bento Rodrigues seja reconstruída o mais rápido possível e que as pessoas atingidas sejam ouvidas, que participem dos processos decisórios. Passado um ano, só o emergencial foi feito e muitos ainda estão sem receber qualquer indenização ou ajuda”, denuncia Sôniamara Maranho, da coordenação nacional do MAB.
