O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) trazia no semblante a contrariedade com o resultado da corrida pelo comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O presidente definido em reunião de bancada nesta quarta-feira (8) foi o senador Edison Lobão (PMDB-MA). O favorito, como Misto Brasília antecipou. A vitória de Lobão é o resultado de articulação protagonizada pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), respaldado por José Sarney (PMDB-AP).
Lira não verbalizou, mas nem precisava. Segundo uma fonte, ele não se conteve durante a reunião peemedebista. Manifestou claramente seu descontentamento. Sua assessoria informou que retirou a candidatura antes da eleição interna.
À saída da reunião peemedebista, ao ser questionado qual comissão integraria, ele foi enfático. “Nemhuma”, disse ele com o semblante bastante sério. E, ainda, complementou que o partido está “bem representado” nas comissões da Casa.
“Há interferências externas nesse processo. Por isso, não vou participar da votação na bancada. Respeito muito o senador Lobão, mas não aceito essa interferência”, chegou a declarar quando chegou à reunião de bancada do PMDB.
