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Au revoir, porta-aviões São Paulo

A caminho do ferro velho, o porta-aviões “São Paulo”, sucata francesa comprada em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, poderá dar novas despesas ao contribuinte brasileiro. Em 17 anos na Armada, seu “poder de fogo” produziu seis incêndios a bordo e matou um tripulante. No resto do tempo, consumiu milhões de dólares em “modernizações” caricatas e ficou inoperante em reparos.

Agora, há no almirantado quem defenda uma grande festa de despedida, para a qual o banheirão receberia, antes, uma nova (e dispendiosa) pintura geral informa o colunista Ricardo Boechat.

Enquanto muitos segmentos ainda sofrem as dores da recessão, a indústria brasileira de defesa – que exibirá inventos a partir de 4 de abril – faz contas positivas. Vigésimo quinto maior exportador de armamento militar e de sistemas para as Forças Armadas, o Brasil projeta figurar entre os “top five” mundiais “num futuro próximo”. O negócio é parrudo: só em 2014, o setor faturou quase R$ 200 bilhões. Se Donald Trump continuar ajudando, não faltará mercado.

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