O nível de atividade deverá se firmar pelo menos nos próximos seis meses, segundo a expectativa dos empresários da construção. A estimativa não era registrada desde julho de 2014 na pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) de Sondagem da Indústria da Construção, divulgada nesta quarta-feira (22).
De acordo com o levantamento, apesar de a maior parte dos indicadores de expectativas permanecer abaixo da linha divisória de 50 pontos, que separa as perspectivas positivas das negativas, o indicador de expectativa de atividade registrou, neste mês de fevereiro, índice de 50,3 pontos, um crescimento de 2,9 pontos em relação a janeiro.
Já no acumulado dos dois primeiros meses do ano, a alta foi de 6,1 pontos. “As mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida e a queda da taxa básica de juros devem contribuir para a melhora do setor”, ressaltou a economista da CNI, Flávia Ferraz.
Segundo avaliação da CNI, o índice registrado na linha dos 50 pontos aponta a tendência de manutenção do nível de atividade para os próximos meses. No entanto, os indicadores de emprego, de compras de insumos e de novos empreendimentos permanecem abaixo da linha divisória, embora tenham apresentado crescimento entre janeiro e fevereiro, o que indica menor pessimismo por parte dos empresários.
O levantamento revelou leve queda na intenção de investimento em razão da elevada ociosidade da indústria da construção e do nível de atividade ainda considerado baixo. O índice recuou de 27,7 pontos, em janeiro, para 26,8 pontos, em fevereiro. A pesquisa foi realizada entre 1º e 13 de fevereiro com 615 empresas, das quais 196 pequenas, 285 médias e 134 de grande porte. Confira aqui Sondagem Indústria da Construção da CNI. Com informações da assessoria da CNI.
