As seis escolas de samba que formam o grupo especial no Distrito Federal vão se apresentar pela primeira vez na história com bloquinhos. Agremiação com mais títulos conquistados, a Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc) será a primeira a sentir a sensação, no sábado (25), a partir das 15 horas, no estacionamento da Caixa Cultural, no Setor Bancário Sul.
A Aruc se apresentará com 30 ritmistas, dois intérpretes, dez passistas, três baianas e dois casais de porta-bandeira. A escola, que já foi 31 vezes campeã e tem atividades o ano inteiro, estará com o grupo show e tocará, entre outras coisas, sambas-enredos próprios e do Rio de Janeiro. “Mas queremos arriscar encerrar tocando o frevo”, diz presidente e um dos fundadores do Galinho, Franklin Maciel Torres.
A Acadêmicos da Asa Norte, campeã três vezes consecutivas e atual vencedora do grupo especial, trará surpresas em sua apresentação, com uma ala especialmente para a comunidade. “Teremos a Ala Paixão, mostrando que a comunidade não abandona a escola”, detalha o presidente do grupo, Robson Farias.
O presidente da Águia Imperial de Ceilândia, Geomar Leite, o Pará, também enxerga o momento como um recomeço. O grupo terá uma hora de apresentação com muito samba. No repertório, canções que marcaram a trajetória da agremiação e de escolas como Portela e Beija-Flor e sucessos de nomes como Jorge Ben Jor.
A Águia Imperial se apresentará no bloco Mamãe Taguá, no Taguaparque, às 19h30 do sábado (25). Apesar de feliz em voltar a animar os foliões de Brasília, Pará conta que espera o momento em que possa novamente desfilar na avenida. “Nós entendemos o momento pelo qual o DF passa, mas esperamos que os desfiles voltem gradativamente e que esse seja o primeiro passo.” A escola de samba coleciona sete títulos desde a criação, em 1984, ainda como Grêmio Recreativo Carnavalesco Bloco Imperial do Setor O. (Da Agência Brasília)
