Em busca de holofotes, o PSOL anunciou que apresentará uma representação contra o ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB) no Ministério Público Federal (MPF)
O objetivo é apurar se ocorreu possível tráfico de influência em esquema de corrupção no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), alvo da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Serraglio nega influência.
Na visão do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), Serraglio “intercedeu por uma pessoa que ele chamou de grande chefe”. Grampo da Operação Carne Fresca capturou uma conversa do atual ministro da Justiça, com o fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná entre 2007 e 2016, um dos alvos da investigação. “Grande chefe, tudo bom?”, diz Serraglio na conversa interceptada.
O partido quer que seja investigado possível favorecimento a partidos políticos no esquema de fraude. Além disso, busca as 171 assinaturas de deputados, suficientes para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
“O grande esquema criminoso envolvendo fiscais agropecuários, grandes empresas alimentícias com atuação nacional, partidos políticos e até um ministro configura mais um dos inúmeros escândalos de corrupção desse governo ilegítimo e precisa ser investigado a fundo para que cesse o sério dano à saúde das pessoas”, ressaltou em nota o PSOL.
Em contrapartida, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), afirmou que não crê que o ministro é indecente. “Pelo Osmar, a gente pode colocar a mão no fogo”, frisou ele.
