Pela primeira vez em cinco anos, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil na faixa da estagnação. O IDH do Brasil cessa tendência de crescimento das últimas décadas e fica 79ª posição do ranking de 188 países. Está atrás de países do Mercosul, por exemplo.
A crise econômica é principal culpada, segundo as Nações Unidas, que divulgou o relatório nesta terça-feira (21). E atesta ser a primeira vez desde 2010 que o país registra uma estagnação. Com IDH de 0,754 de uma escala de 0 a 1 ficamos ao lado de Granada, uma ilha caribenha, logo abaixo de Azerbaijão e México e acima de Bósnia e Argélia. Já a Noruega, primeira da lista, alcançou o índice é de 0,949.
Segundo a coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional, Andréa Bolzon, a crise provocou a estagnação. “Está muito relacionado com os acontecimentos recentes. Com a crise econômica profunda. Tivemos dois anos de PIB negativo. Isso afeta, sobretudo, a renda das pessoas. A renda está menor, se comparado, 2014 a 2015 e o IDH considera a renda também”, avaliou Bolzon.
O índice é instrumento para avaliar a qualidade de vida de uma população, levando em conta a expectativa de vida, os anos de estudo e a renda nacional bruta.
Confira nota da Presidência da República:
“Nota à imprensa
O governo brasileiro tomou conhecimento hoje de que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2015, divulgado ao fim da manhã pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), revela que o Brasil passou da 75ª para a 79ª posição no ranking dos 188 estados avaliados. Em termos absolutos, o índice se manteve estável em 0,754. O Brasil segue listado entre os países de alto desenvolvimento humano.
Os dados divulgados pela agência da ONU ilustram a severidade da crise da qual apenas agora o País vai saindo.
O resultado do conjunto de transformações em curso sob a liderança do Presidente Michel Temer deve refletir-se, ao longo das próximas edições do índice, em uma melhoria, tanto absoluta, como relativa de nosso número.
Medidas como o controle das contas públicas, garantia dos gastos em saúde e educação, garantia do acesso à água por meio da conclusão do Projeto São Francisco, retomada do crescimento e do emprego se combinam para recolocar o País nos trilhos e criar uma realidade que logo será refletida nos indicadores internacionais.
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República”
