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Odebrecht diz que Dilma sabia de doações via caixa 2

A ex-presidente Dilma Rousseff tinha conhecimento das doações de campanha via caixa 2 oriundas da empreiteira Odebrecht. 

A afirmação é de Marcelo Odebrecht em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizada nos primeiros dias de março, segundo informou o Antogonista. O depoimento testemunhal se referia às ações pedindo a cassação da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer que responde por suposto abuso de poder com relação à eleição de 2014.

Odebrecht negou que tivesse encontrado com Dilma. O ex-ministro Guido Mantega era quem tratava de doações com a empresa e outras, segundo ele.

“O que Dilma sabia era o que a gente fazia, tinha uma contribuição grande – a dimensão da nossa conribuição era grande, ela sabia disso – e ela sabia que a gente era responsável por muitos pagamentos para o João Santana”, disse Marcelo Odebrecht.

“Ela nunca me disse que sabia que era caixa 2, mas é natural, é só fazer uma… ela sabia que toda aquela dimensão de pagamentos não estava na prestação do partido”, ressaltou em depoimento o empresário.

Por meio de nota, Rousseff negou todas as infomações e classificou como leviana as afirmações de Odebrecht. Além disso, convocou o empresário a provar todas as declarações.

Confira nota à imprensa de Dilma Rousseff: 

“NOTA À IMPRENSA

Não adianta lançarem novas mentiras contra Dilma Rousseff

A respeito de informações publicadas nesta quinta-feira, 23, sobre um supostas declarações, avisos e afirmações atribuídas ao empresário Marcelo Odebrecht, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1. A ex-presidenta Dilma Rousseff não tem e nunca teve qualquer relação próxima com o empresário Marcelo Odebrecht, mesmo nos tempos em que ela ocupou a Casa Civil no governo Lula.

2. É preciso deixar claro: Dilma Rousseff sempre manteve uma relação distante do empresário, de quem tinha desconfiança desde o episódio da licitação da Usina de Santo Antônio.

3. Dilma Rousseff jamais pediu recursos para campanha ao empresário em encontros em palácios governamentais, ou mesmo solicitou dinheiro para o Partido dos Trabalhadores.

4. O senhor Marcelo Odebrecht precisa incluir provas e documentos das acusações que levanta contra a ex-presidenta da República, como a defesa de Dilma solicitou – e teve negado os pedidos – à Justiça Eleitoral. Não basta acusar de maneira leviana.

5. É no mínimo estranho que, mais uma vez, delações sejam vazadas seletivamente, de maneira torpe, suspeita e inusual, justamente no momento em que o Tribunal Superior Eleitoral, órgão responsável pelo processo que analisa a cassação da chapa Dilma-Temer, está prestes a examinar o relatório do ministro Herman Benjamin.

6. Espera-se que autoridades judiciárias, incluindo o presidente do TSE, Gilmar Mendes, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, venham a público cobrar a responsabilidade sobre o vazamento de um processo que corre em segredo de Justiça.

7. Apesar das levianas acusações, suspeitas infundadas e do clima de perseguição, criado pela irresponsável oposição golpista desde novembro de 2014 – e alimentada incessantemente por parcela da imprensa – Dilma Rousseff não foge da luta. Vai até o fim enfrentando as acusações para provar o que tem reiterado desde antes do fraudulento processo de impeachment: sua vida pública é limpa e honrada.

ASSESSORIA DE IMPRENSA

DILMA ROUSSEFF”

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