A NeoVax está sendo testada em dois pequenos ensaios com pacientes de glioblastoma, o câncer cerebral mais agressivo e difícil de tratar, e melanoma, informa a oncologista e hematologista Catherine Wu.
A médica é cofundadora de Neon, uma pequena empresa biotecnológica que está desenvolvendo vacinas baseadas em neoantígenos.
Se funcionar, seria aplicada em combinação com outros tratamentos de imunoterapia. Primeiro, a vacina permitiria dirigir o ataque do sistema imunológico direto ao tumor e depois seria administrado outro fármaco de imunoterapia já aprovado para “soltar os freios” do sistema imunológico e deixar que o ataque aconteça com toda sua força, segundo reportagem do El País.
A nova vacina, NeoVax, tem dois componentes. O primeiro são péptidos desenvolvidos em base aos neoantígenos do tumor. Esses péptidos mostram os antígenos para as células do sistema imunológico e estas aprendem a identificá-los e eliminar as células que os carregam em sua superfície. O segundo componente é uma sequência de RNA que aumenta a resposta imunológica.
