A Procuradora-Geral da Venezuela, Luisa Ortega, próxima ao Governo de Nicolás Maduro, denunciou que as sentenças do Supremo que destituem a Assembleia Nacional (o Parlamento) significam uma “ruptura da ordem constitucional”.
A manobra do alto tribunal – controlado pelo chavismo –, chamada de golpe de Estado pela oposição, desatou protestos em vários pontos do país e também o repúdio de órgãos internacionais como a Organização de Estados Americanos e a ONU, observa o El País.
Os embates foram um forte elemento de tensão política, em meio à recessão, inflação elevada e deterioração da segurança pública. O desfecho da crise é um autogolpe.
O Peru retirou seu embaixador e a Colômbia chamou o seu para consultas. O Mercosul convocou uma reunião de emergência neste sábado para tratar da “grave situação institucional” no país.
De acordo com Maurício Santoro, do The Hufington Posto, com o autogolpe, a situação de Maduro se complica no plano regional. As instituições internacionais na América Latina, como a Unasul e a Organização dos Estados Americanos, também possuem cláusulas democráticas e temem as possibilidades de choques políticos armados no país ou do aumento do número de venezuelanos que fogem para as nações vizinhas, um fluxo que já é muito expressivo.
