Até o momento, 335 pessoas já foram denunciadas por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas na operação Lava Jato. A maioria dos partidos políticos foram citados nas investigações, entre eles o PT, PSDB, PMDB, PP, PCdoB, PR e PRB.
A estimativa é que mais de R$ 20 bilhões tenham sido desviados só da petroleira Petrobras. Sendo que R$ 10,3 bilhões foram recuperados por meio de repatriação de recursos que estavam escondidos no exterior ou com o bloqueio de bens dos envolvidos, escreve Afonso Benites, do El País.
Chega-se ao estratosférico número de 212 acordos de colaboração (tanto na primeira instância como no Supremo Tribunal Federal) em uma única investigação.
Três deles devem afundar ainda mais o PT na lama da investigação. São eles, os marqueteiros João Santana e Mônica Moura, além de um funcionário deles André Santana. O trio admitiu ter recebido recursos de caixa dois em campanhas eleitorais petistas nos últimos anos.
Outro marqueteiro, Duda Mendonça (que foi investigado no mensalão do PT, e acabou absolvido), deve envolver tanto petistas, para quem trabalhou na gestão Lula da Silva, quanto peemedebistas, como Paulo Skaff, para quem fez campanha ao governo paulista em 2014.
No grupo de novos colaboradores há ainda quatro membros da cúpula da joalheria H.Stern, o presidente, Roberto Stern, o vice-presidente, Ronaldo Stern, o diretor financeiro, Oscar Luiz Goldemberg, e a diretora comercial, Maria Luiza Trotta.
Eles concordaram em pagar uma multa de R$ 18,9 milhões e em ajudar a Justiça desvendar como o ex-governador Sergio Cabral (PMDB) usou recursos ilícito para encher os cofres dele e de sua mulher, Adriana Ancelmo.
No caso da delação de Sérgio Cabral, o Ministério Público Federal já está com uma proposta pronta para ser assinada por ele e, possivelmente, homologada pelo STF, na qual 97 pessoas estariam implicadas. Quem participa da negociação diz que há profissionais das mais diversas espécies: de político, a juiz; de doleiro a empreiteiro.