A Polícia Federal (PF) deflagraou nesta tarde sexta-feira (2), a Operação Rêmora, quarta fase da Sermão aos Peixes, com foco em desvios de recursos públicos federais no âmbito do sistema de saúde do Maranhão. De acordo com a PF, as verbas eram administradas pelo Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania (IDAC), organização social sem fins lucrativos.
Participaram conjuntamente da operação o Ministério Público Federal, do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita. Segundo a PF, foi determinado o bloqueio judicial e sequestro de bens num valor total superior a R$ 12 milhões. Já os valores dos recursos públicos federais desviados por meio dos saques realizados em espécie superam R$ 18 milhões.
A PF divulgou em nota que são cumpridos 19 mandados judiciais, expedidos pela 1.ª Vara Criminal Federal de São Luís. São quatro mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária e nove de busca e apreensão. Um dos presos em flagrante é funcionário da organização social preso com R$ 71 mil, na sede da IDAC.
Segundo a PF, o monitoramento e ação controlada durou cerca de 70 dias, “oportunidade em que foi possível reunir indícios de que parte dos valores sacados pelo funcionário eram entregues ao Presidente do IDAC e seus diretores”.
“Foram identificados fortes indícios de distribuição de valores a agentes políticos, que serviam como padrinhos da Organização Social e auxiliavam o IDAC na obtenção de contratos públicos”, informa a PF. Os alvos serão enquadrados nos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, entre outros.
O nome da operação “Rêmora” se refere a um peixe pequeno que costuma se agarrar na barriga dos tubarões e se alimenta das sobras de alimentos. Segundo a PF, no contexto da investigação, o Rêmora é funcionário da Organização Social, que, representa o menor dos investigados. No entanto, sozinho realizou saques que permitiram o desvio de mais de R$ 18 milhões do sistema de saúde estadual.
