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Janot quer acabar com foro de Angorá

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular os efeitos da medida provisória editada pelo presidente Michel Temer no mês passado que manteve o foro privilegiado para o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, investigado na operação Lava Jato. Franco é conhecido como “Angorá”.

Essa é a terceira ação que questiona a MP. Anteriormente, a Rede Sustentabilidade e o PSol haviam entrado no STF para anular os efeitos da medida.

Janot alega que o governo do presidente Michel Temer não deveria ter editado uma mesma medida provisória duas vezes na mesma sessão legislativa – isto é, no mesmo ano. O governo havia inicialmente editado a MP 768 em fevereiro deste ano criando a estrutura da Secretaria-Geral com o cargo de ministro e, sem a aprovação do Congresso, editou recentemente a MP 782, com idêntico teor, segundo o procurador-geral.

Para Janot, a reedição da MP é uma “evidente burla à ordem constitucional. “(A) preservação dos efeitos da norma permitirá manter criação dos cargos de Ministro de Direitos Humanos e de Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, indevidamente assegurando a seus ocupantes, entre outras prerrogativas, foro por prerrogativa de função no Supremo Tribunal Federal”, diz Janot.

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