A ressaca do resultado do julgamento da chapa Dilma-Temer ainda repercute, não só na política como também no próprio Judiciário. Hoje, o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Fux, botou mais gasolina na fogueira.
Voto vencido na ação que pedia a cassação da dupla, Fux criticou a exclusão de delações. “Eu não consegui me curvar à ideia de que se estava discutindo uma questão de fundo seríssima, e se estava utilizando um artifício dizendo ‘não, não, isso não estava na ação”.
Hoje à tarde, a ex-senadora Marina Silva anunciou que o seu partido, a Rede, vai ao Supremo Tribunal Federal pedir a “nulidade do julgamento do TSE”. “É pela consideração das provas da Odebrecht ou a suspensão do processo que absolveu a chapa Dilma-Temer no TSE”, explicou.
A Reclamação tem como base o art. 992 do Código de Processo Civil de 2015 e do art. 161, inciso III, do Regimento Interno do STF e pede a realização de um novo julgamento. “Só que, desta vez, considerando as provas colhidas em depoimentos prestados pelos executivos da empreiteira Odebrecht. Além disso, a Rede solicita que o processo do TSE seja suspenso até que a reclamação de hoje seja julgada pelo plenário do STF”, informou a assessoria do deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).
