Morreu nesta quinta-feira, aos 87 anos, o ex-chanceler alemão Helmut Kohl. Ele governou a Alemanha ao longo de 16 anos, mais do que qualquer outro chanceler federal. A queda do Muro de Berlim e a Reunificação são os pontos altos de sua carreira política.
A informação foi inicialmente dada pelo tabloide Bild, e mais tarde confirmada, no Twitter, por seu partido, a União Democrata Cristã (CDU). Kohl estava há anos com a saúde debilitada e morreu em sua casa na cidade de Ludwigshafen, no oeste alemão. Desde 2008, estava em cadeira de rodas.
O ex-chanceler encontrava-se desde 2008 afastado da atividade pública e dependente de uma cadeira de rodas para se locomover, após cair de uma escada e sofrer um traumatismo cranioencefálico.
Mais longevo chanceler alemão do pós-guerra, Kohl foi um dos principais patrocinadores da introdução do euro, convencendo os alemães mais céticos a abrirem mão do marco, a moeda de então.
Foi também uma figura imponente que, em aliança com o ex-presidente francês François Mitterrand, pressionou por uma maior integração europeia – para muitos até hoje o maior tratado de paz da história do continente.
Na Alemanha, Kohl é celebrado, acima de tudo, como o pai da Reunificação, algo que ele conseguiu após a queda do Muro de Berlim, em 1989, e apesar da resistência de outras grandes figuras europeias, como a então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher.
