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Auxílio moradia é maior que investimento em saúde e educação

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O auxílio moradia para 17 mil juízes e 13 mil procuradores do Ministério Público Federal já custou ao bolso do brasileiro R$ 4,5 bilhões. A regalia com o dinheiro público também é estendido para desembargadores, promotores, conselheiros e procuradores de contas e aos próprios ministros do Supremo.

O benefício em vigor desde setembro de 2014 é pago graças a uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux. Até novembro de 2016, o montante dos pagamentos chegava a R$ 1,5 bilhão.

O auxílio mensal que foi criticado pelos próprios ministros do Supremo é de R$ 4,3 mil. O absurdo é que o auxílio moradia é pago para esses servidores públicos que moram em suas respectivas comarcas e para quem tem a própria residência.

O levantamento é da ONG Contas Abertas. O montante representa, por exemplo, quase o dobro do que a União investiu em saúde (R$ 1,2 bilhão) e educação (R$ 1,4 bilhão) até maio deste ano.  O valor do auxílio-moradia é exatamente 73¨% maior do que as aplicações somadas.

Os valores da União foram calculados com base na soma das despesas de investimentos (GND 4) com as de inversões financeiras (GND 5), excluindo as despesas financeiras, conforme definido nos Parágrafos 4º e 5º do Art. 12 da Lei nº 4.320, de 1964.

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