O extinto de sobrevivência política do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é conhecido em Brasília. Esteve em diferentes governos, foi ministro, presidente do Senado. Nesta caminhada não faltaram denúncias que quase acabaram com sua carreira política.
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E nesta quarta-feira, Renan saiu por uma porta enquanto o grupo do presidente Michel Temer entrava por outra. Antes de ser destituído em uma nova operação capitaneada pelo Palácio do Planalto, o senador alagoano foi à tribuna tripudiar o companheiro do PMDB assim que deixou a liderança da bancada do partido no Senado.
Disse que não tinha “vocação para marionete” e que não tolera a “postura covarde de Temer diante do desmonte da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”. “(O senador Romero) Jucá disse que Cunha (Eduardo) estaria politicamente morto mas foi um ledo engano. Cunha agiu nomeando ministros e dando as ordens diretamente do presídio”, disse.
Renan está de olho nas eleições de 2018. Ao se (re) aproximar de Lula da Silva (PT), quer se reeleger senador e salvar seu filho, o governador José Renan Filho (PMDB), da guilhotina das urnas no ano que vem.
