Cinco deputados distritais investigados na operação Drácon foram novamente denunciados pelo Ministério Público do Distrito Federal. Desta vez a ação é por improbidade administrativa;
Celina Leão, Cristiano Araújo, Júlio César, Raimundo Ribeiro e Bispo Renato já foram denunciados por corrupção passiva no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Nesta ação também são alvos o ex-secretário executivo da Terceira Secretaria da Câmara Legislativa, Alexandre Braga e o ex-diretor do Fundo de Saúde do DF, Ricardo dos Santos. O pedido foi encaminhado à Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do DF. Todos alegam inocência.
Segundo a assessoria do MPDF, a 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado pedem a condenação ao pagamento de R$ 3 milhões por dano moral, valor relacionado com a propina solicitada pelo grupo, a ser pago de maneira solidária entre os envolvidos.
Os outros pedidos são a suspensão dos direitos políticos por oito anos; o pagamento de multa no valor de duas vezes o valor do dano moral; a proibição de contratar com o Poder Público e também de ocupar cargos ou funções públicas por oito anos.
De acordo com as investigações, em dezembro de 2015, os réus solicitaram propina ao presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Abrasco), como contrapartida à destinação, por meio de emenda parlamentar ao projeto de lei, de recurso empresas responsáveis por obras de manutenção das escolas públicas do DF. Ainda segundo a ação, eles também teriam pedido propina a empresas prestadoras de serviço de fornecimento de leitos de UTI.
