A indústria automobilista vive momento positivo na contramão da crise. Houve crescimento na produção de veículos de 23% no 1º semestre do ano, em comparação a idêntico período do ano passado. A informação é da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A marca é atribuída a um recorde nas exportações, o que provocou sentimento de maior otimismo das montadoras no desempenho do setor para este ano.
Ao longo dos seis primeiros meses do ano, foram produzidos 1,26 milhão de carros, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus, contra 1,02 milhão no mesmo período de 2016. O acumulado no ano é o melhor registro desde 2015, segundo a Anfavea.
O resultado foi puxado por uma alta de 23% em carros leves, picapes e utilitários. O segmento de caminhões cresceu 15%, enquanto o de ônibus registrou alta de 7,9% no período.
Apesar de as vendas no país terem registrado leve melhora, com mais de 3,65% no semestre, as montadoras do país aproveitaram a maré do mercado externo para elevar as exportações, que cresceram 57,7%. Segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megala trata-se do “melhor acumulado em exportações da história. E também esperamos o restante do ano bastante forte”.
Foram 372.563 unidades exportadas, entre janeiro e junho, enquanto no mesmo período do ano passado foram 236.941 veículos. O volume exportado representa 29% da produção total no Brasil.
