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Pé no freio na economia da América Latina

As economias latino-americanas provavelmente estão crescendo mais lentamente do que o esperado este ano, diante das incertezas políticas antes de uma série de eleições, segundo pesquisa da Reuters publicada nesta quarta-feira.

Em 2018, será a vez de seis nações elegerem presidentes: Brasil, Colômbia, Paraguai, México, Venezuela e Colômbia e há o desgaste do presidente Nicolas Maduro, na Venezuela.

Em Honduras e no Chile as eleições acontecem em novembro. A socialista Michelle Bachelet deixará o poder chileno após sua popularidade se ver corroída.

Há forte repercussão do fim de um ciclo econômico após uma década de prosperidade impulsionada pela gigantesca demanda chinesa. Com a crise mundial de 2008, essa demanda caiu, e os efeitos foram sentidos de forma especialmente intensa na América do Sul.

Os economistas dos principais bancos e consultorias reduziram suas estimativas para o crescimento econômico em 2017 para todos os sete maiores países da região, quando comparada com a pesquisa de abril, com exceção do México, onde o impacto potencial da surpreendente eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos parecia exagerado.

A previsão agora é de que o Brasil, maior economia da América Latina, cresça 0,5% em 2017 e 2,1% em 2018, de acordo com a mediana das estimativas, abaixo de 0,6% e 2,4% na pesquisa de abril, respectivamente. No Brasil, a inflação deverá cair abaixo de 3% pela primeira vez em mais de dez anos até setembro. 

O Chile e a Colômbia deverão crescer 1,6% e 1,9% este ano, abaixo de 1,9% e 2,3%, respectivamente, no levantamento do último trimestre.

Na Argentina e no Peru, o PIB deverá crescer 2,5% e 2,7%, respectivamente, também abaixo dos 2,8% e 3,5% calculados na pesquisa de abril. 

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