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A conta é sempre do contribuinte

Texto de Ronaldo Corrêa

Quando surgir governantes que entendam que o desenvolvimento vem com produção e distribuição de renda, e que recessão não se combate com arrocho unilateral, muito ao contrário, com o controle da despesa pública e com investimentos que elevem a produtividade e promovam a circulação de dinheiro, haverá esperança.

Mas é claro que todo governante sabe disso. A questão é que por mais que se produza não há interesse em conter a sangria do erário. Enquanto houver interesses subterrâneos para manter o poder, alimentar uma casta privilegiada e subserviente que retroalimenta este sistema canceroso, nenhum volume de recurso é suficiente para equilibrar as contas públicas.

Via de regra, o círculo vicioso é mantido às custas da sociedade que produz e paga impostos para suportar um Estado incompetente. Enquanto empresas enxugam custos, donas de casa economizam, os governos e o poder político são perdulários e gastam dinheiro que nem lhes pertence. Não fazem o dever de casa, jogam as sujeiras para debaixo do tapete e repassam a conta para o contribuinte.

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