O relatório final da Polícia Federal (PF) sobre repasses da Odebrecht à campanha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) conclui que a presidente do PT cometeu os crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro. O inquérito tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo revela hoje O Globo. O valor do repasse ultrapassaria a R$ 4 milhões..
Segundo informação divulgada pela assessoria de imprensa da PF na noite desta segunda-feira, o relatório afirma que também há “materialidade” da prática dos dois crimes pelo marido da senadora, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva (PT); pelo então chefe de gabinete da parlamentar, Leones Dall Agnol; e pelos intermediários no recebimento do dinheiro, Bruno Martins Gonçalves Ferreira e Oliveiros Domingos Marques Neto.
A PF também acusa Gleisi, Paulo Bernardo, Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Valter Luiz Arruda Lana de crime eleitoral. As investigações da PF, relacionadas à campanha da senadora em 2014, foram concluídas nesta segunda. Agora, cabe à Procuradoria Geral da República (PGR) decidir se denuncia ou não a senadora e os outros investigados.
