O Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União determinaram que o Ministério da Saúde explique as razões pelas quais insiste em melar o acordo entre Hemobrás e Shire Farmacêutica Brasil para a produção do hemoderivado Fator VIII recombinante.
De acordo com Ricardo Boechat, colunista da IstoÉ, os argumentos usados são “insuficientes” segundo o tribunal, sobretudo porque a manobra pode decretar o fim da única estatal que gerencia o plasma no País, onde o governo federal já investiu R$ 2,1 bilhões.
Em ofício ao ministro Ricardo Barros, o MPF deixa claro não ver com bons olhos as tratativas para construir uma nova fábrica de hemoderivados em Maringá (PR), pela Octopharma Brasil – “investigada em diversos procedimentos apuratórios no Brasil e no exterior, como as operações Marquês e O-Negativo”.
Enquanto isso, ao contrário do que ocorre em muitos setores, de dispensa de empregados na virada do ano para reposição no trimestre seguinte, na indústria farmacêutica vem ocorrendo o contrário. Em 2016 e 2017, os fabricantes de medicamentos contrataram menos trabalhadores do que demitiram.
