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Fraude em concurso envolve mais de 100 pessoas em Brasília

Pelo menos 100 pessoas pagaram para passar em concursos públicos somente no Distrito Federal, num esquema que foi desbaratado nesta segunda-feira a partir de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal. O líder da quadrilha da chamada Máfia dos Concursos, Hélio Garcia Ortiz, foi preso esta manhã após três meses de investigação.

O governador Rodrigo Rollemberg disse que os servidores do GDF aprovados de forma fraudulenta serão exonerados. A declaração foi dada durante participação do chefe do Executivo local no programa CB.Poder, da TV Brasília.

O ex-servidor do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) foi identificado como líder da Máfia dos Concursos e preso no âmbito da Operação Galileu em 2005.

Também preso preventivamente, o filho dele, Bruno Ortiz, que passou em um concurso para o cargo de oficial de justiça, no Tribunal do Pará. Foram cumpridos 15 mandados de condução coercitiva e quatro mandados de busca e apreensão. O esquema envolveria a banca Cespe, que é contratada pelos grandes certames nacionais.

Os concorrentes pagavam uma entrada de R$ 5 mil a R$ 20 mil. Após a posse do cargo público, eles ainda realizavam um repasse equivalente a 20 vezes a remuneração prevista em edital.      

Segundo informações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco), as investigações daqui para frente determinará a extensão do escândalo revelado pela operação Panoptes.

A organização criminosa, segundo a polícia, utilizava quatro formas de fraudes: uso de pontos eletrônicos por onde os candidatos recebiam as respostas; uso de aparelhos celulares deixados em locais da prova, como nos banheiros; utilização de identidades falsas, para que uma pessoa se passasse pelo candidato; bem como a participação de integrantes das bancas examinadoras na organização criminosa.

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