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Rollemberg quer unificar a previdência

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) espera que os deputados distritais votem até terça-feira o projeto de lei complementar que institui o regime complementar da previdência e reestrutura o atual regime próprio dos servidores. A proposta foi entregue pessoalmente pelo governador na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

O governo quer unificar os dois fundos previdenciários, o financeiro e o capitalizado. A medida, segundo Rollemberg evitará o parcelamento do salário dos servidores, uma vez que o governo deixará de retirar do Tesouro local R$ 170 milhões mensais para bancar a previdência.

O presidente da Câmara, deputado Joe Valle (PDT), disse que a partir desta quinta-feira o projeto começará a ser debatido com sindicatos e, na segunda-feira, será realizada uma audiência pública para discutir a proposta. O projeto de lei complementar foi lido na sessão de hoje e agora será distribuído para as comissões permanentes da Casa.

Os deputados da oposição protestaram contra a presença do governador no plenário. Raimundo Ribeiro (PPS) e Celina Leão (PPS) se retiraram em protesto. O deputado Cláudio Abrantes (sem partido) disse que o governador descreve uma “terra da fantasia”, que não condiz com a realidade.

O deputado Chico Vigilante (PT) registrou que todas as obras enumeradas por Rollemberg começaram no governo passado e faziam parte do Programa de Aceleração do Crescimento 2, desenvolvido pelos ex-presidentes Lula e Dilma.

O líder do governo na Casa, deputado Agaciel Maia (PR), disse que a presença do governador é uma demonstração de respeito ao Legislativo. Para ele, o discurso feito “é de alguém que é dedicado, esforçado e está fazendo muitos sacrifícios para melhorar as contas do governo”.

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