A crise econômica chegou num dos estados mais prósperos do país. Os problemas não são tão graves como no Rio de Janeiro, Minas Gerais e por último Distrito Federal, que deve parcelar os salários dos servidores, mas os problemas em Santa Catarina estão chegando a um limite insuportável.
A observação é do próprio secretário da Fazenda, Almir Gorges. A folha salarial teve um crescimento vegetativo de mais de R$ 500 milhões e o futuro em 2018 é dramático, porque as contas não fecham.
O jornalista Moacir Pereira conta que depois de raspar o tacho com recursos dos fundos estaduais, o governo está lançando mão de outras fontes para manter os salários dos funcionários em dia e viabilizar as atividades consideradas essenciais.
Entre 2010 e 2016, a inflação calculada pelo INPC foi de 48,9%, enquanto o aumento salarial atingiu a 108%. Este ano a folha custará R$ 10,3 bilhões. Se o reajuste tivesse sido pela inflação estaria em R$ 7 bilhões.
