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Temer deve oferecer reserva mineral aos chineses

O presidente Michel Temer viaja na próxima semana para a China e além de ser acompanhado por uma grande comitiva (oito ministros), leva na bagagem uma proposta de “negócio da china”. E este negócio tem o nome de Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), que foi extinta nesta semana numa canetada.

A reserva entre o Distrito Mandanesífero da Serra do Nacional (AP) e a Província Mineral de Carajás (PA) foi criada por decreto em 1984, pelo então presidente João Figueiredo.

Com a extinção, abre-se um negócio gigantesco no ramo mineral. A reserva tem um potencial gigantesco e diferente de Carajás, onde o ferro é o produto principal. Na área da Renca estão minerais nobres, como ouro, potássio, tório e urânio segundo medições registradas no projeto aerogeofísico patrocinado pelo Ministério das Minas e Energia.

Esta área com infinitas possibilidades para exploração por empresas multinacionais é do tamanho do estado do Espírito Santo.

E se as possibilidades são grandes, são enormes as resistências de grupos ambientais e indígenas, alguns dos quais financiados por entidades ligadas a trustes econômicos da Inglaterra e Estados Unidos, por exemplo. Um negócio com a China, certamente, não agradaria a estes concorrentes.

O presidente Michel Temer deve prospectar os interesses dos chineses. Ocorre que ainda não estão estabelecidas (pelo menos do conhecimento público), as regras de exploração industrial da área. 

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