Nesses 365 dias, os recuos do presidente Michel Temer para tentar driblar sua impopularidade geraram até mesmo um perfil no twitter e um trumbl logo no início do mandato. Só não entendemos ainda por que a mesma lógica do “podemos tirar se achar melhor” ainda não foi aplicada para reverter o índice de 4% de aprovação de seu governo.
A repórter Juliana Gonçalves, do The Intercept-Brasil, fez um levantamento de sete recursos do presidente. O movimento de tentar apagar o fogo voltando atrás depois de alguma decisão mal recebida pela opinião pública tem permeado todo o governo.
Em setembro de 2016, o MEC apresentou inicialmente um texto em que as disciplinas de artes, educação física, filosofia e sociologia passariam a ser eletivas, ficando a cargo da escola e do aluno a decisão de cursá-las. Após polêmica porque o texto dava a entender que a reformulação do Ensino Médio contrariaria a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), governo divulgou nota admitindo o erro e negando a extinção da obrigatoriedade das disciplinas.
Após reuniões e reuniões, em março de 2017, o presidente resolveu que manter os servidores estaduais na reforma da previdência seria invadir a competência dos estados. Além disso, também houve um recuo quanto ao cálculo da aposentadoria. A priori, a medida seria extinta, mas depois o governo manteve a fórmula de cálculo da aposentadoria pela média dos 80% maiores salários que o contribuinte recebeu ao longo da vida.
Em maio deste ano, protestos contra o governo Temer e seu pacote de reformas aconteceram em Brasília. O presidente mandou o exército para as ruas para conter os manifestantes. No dia seguinte, após críticas da oposição, da base aliada e do judiciário recuou e revogou o decreto..
4 – Afastamento de nomes do governo
Temer havia estabelecido uma linha de corte no governo após delações da empreiteira Odebrecht, prometendo o afastamento de integrantes do governo que fossem denunciados. No entanto, após as delações da JBS, Temer decidiu mudar essa política.
5 – Imposto sobre combustíveis
Governo anunciou em julho, o aumento das alíquotas do PIS/Cofins dos combustíveis. Dias depois, reverteu o aumento, mas somente para o etanol. A alíquota sobre gasolina e diesel foram mantidas.
6 – Imposto de renda
Um dia depois de anunciar estudos sobre o aumento da alíquota sobre o imposto de renda, Temer anunciou que não haveria aumento e pediu aplausos da plateia. O governo recuou após a repercussão negativa entre os aliados em agosto deste ano.
Lembra de mais alguma outra ocasião em que o governo Michel Temer usou essa tática? Manda para gente.
7 – Renca
O anunciou que iria acabar com a Reserva Nacional de Cobre e Associado (Renca) e liberar a exploração mineral na Amazônia. Depois da repercussão negativa, revogou o decreto e apresentou outro. O fim da reserva acabou mantido, mas algumas regras para a exploração ficaram mais detalhadas e preservando reservas ambientais e indígenas – por fim a justiça revogou qualquer decreto que busque extinguir a reserva.
