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Esquema nos terminais do DF rendia até R$ 100 mil

A quadrilha que atuava para autorizar, ilegalmente, a circulação de veículos de transporte coletivo rural no Distrito Federal deve ter sido desmantelada nesta manhã. Em consequência, quatro dezenas de ônibus devem deixar de circular, porque eram liberados mesmo com problema de acesso a cadeirantes e vazamento de óleo.

Quatro pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (5) acusadas de fazer parte da quadrilha. As investigações apontam para a cobrança de propina, em terminais rodoviários do DF. Foram alvos da operação dois servidores do terminal do Gama, uma presidente de cooperativa, dois despachantes e um funcionário de cooperativa.

O promotor de Justiça Fábio Nascimento explica que, após o pagamento de propina para obtenção do selo de vistoria, na Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle (Sufisa), havia um outro esquema de corrupção nos terminais rodoviários. “Outros fiscais que ficavam nos terminais, nesta operação, especificamente, os que atuam no Gama, cobravam propina para que os veículos pudessem circular, apesar de apresentarem defeitos e irregularidades”.

As investigações identificaram que os pagamentos eram feitos, semanalmente, pelas cooperativas aos fiscais. Despachantes das empresas eram responsáveis pelo recolhimento e repasse dos valores aos funcionários públicos. Os valores eram em média de R$ 30 a R$ 40 por semana, por veículo. É possível que o esquema tenha distribuído cerca de R$ 100 mil por ano, para cada fiscal, que deixava de registrar possíveis irregularidades nos veículos.

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