O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) é por enquanto o nome mais forte para concorrer ao Palácio do Buriti. Candidato à reeleição, embora ainda não tenha afirmado isso, Rollemberg está longe de se apresentar com a aliança partidária que garantiu sua eleição em 2014.
O governador é o mais forte candidato porque antigos adversários foram abatidos em pleno voo, como Tadeu Fillippelli (PMDB), Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR). Envolvidos nas investigações da Lava Jata, entre outras acusações, os três podem ter um papel nas articulações partidárias, mas não serão protagonistas. E o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB), que poderia influir no eleitorado mais pobre, está fora de combate por problemas de saúde.
O novo cenário que passa também pelas eleições presidenciais (há mais de dez pré-candidatos) acalenta os sonhos de outros menos cotados ao Buriti. É o caso do deputado Izalci Lucas (PSDB). Ele está em campanha aberta, mas tropeça em acordos que podem juntar os deputados Alberto Fraga (Dem) e Laerte Bessa (PR), dois ferrenhos críticos da administração Rollemberg. O sonho é juntar pelo menos dez partidos numa grande frente.
Há outros postulantes ao Buriti como Jofran Frejat (PR), que foi secretário da Saúde e tem um razoável trânsito entre os partidos como o PTB, PSL, PMDB e o Democratas.
A costura política passa também pelo presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle (PDT) e pelo senador Cristóvam Buarque (PPS). O primeiro pode ser candidato ao Senado Federal e o segundo à Presidência da República ou tentar novamente o Senado.
Sempre bem cotado nas pesquisas eleitorais, está o senador Antonio Reguffe (sem partido). Sua plataforma é o combate à corrupção, mas deve encontrar dificuldades numa aliança partidária para ter tempo de rádio e televisão na propaganda eleitoral. Se for candidato a governador, sua tática de convencimento deverá ser mesmo as redes sociais, canal que também será muito explorado pelos demais concorrentes.
Menos cotados por enquanto aparece o deputado federal Rogério Rosso (PSD), que deverá ser mesmo candidato à reeleição, ou o vice-governador Renato Santana (PSD) que, no apagar das luzes, deve tentar a Câmara Legislativa. E menos cotado, Ibaneis Rocha, que foi presidente da Seção da Ordem dos Advogados do Brasil, mas nem partido ele tem.
O tabuleiro do Buriti depende ainda das oito peças da bancada da Câmara Federal e das 24 da Câmara Legislativa. E nestes 32 nomes, sobram desejos e faltam humildade. Agora, falta perguntar ao eleitorado, que está descrente com a classe política.
