A Kaspersky Lab, empresa russa de segurança da internet, informou que um indivíduo, possivelmente o mesmo que reportagens recentes identificaram como funcionário da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), acionou o programa antivírus da empresa ao se infectar com software malicioso durante uma tentativa de piratear o Microsoft Office.
Acionado, o antivírus da Kaspersky teria feito upload de arquivos confidenciais da NSA que estavam na máquina, escreve Kim Zetter, do The Intercept.
A acusação de pirataria está incluída num conjunto de resultados preliminares divulgados pela empresa sediada em Moscou, decorrentes de investigação interna sobre um intrincado escândalo de espionagem que ninguém imaginava que pudesse ficar ainda mais bizarro.
Uma série de notícias publicadas este mês cita fontes de inteligência dos EUA para afirmar que o software de segurança da Kaspersky teria feito upload de arquivos do computador do funcionário. Os arquivos então teriam sido capturados por hackers do governo russo, possivelmente com a ciência ou até mesmo a colaboração da empresa.
Dentre os arquivos em questão, havia código-fonte de ferramentas de hacking altamente sensíveis que o funcionário estava desenvolvendo para a agência de espionagem. A Kaspersky nega que estivesse em conluio com as autoridades russas ou que tivesse ciência do incidente, conforme foi noticiado pela imprensa.
