O WikiLeaks está prestes a perder US$ 500 mil em doações. É que a Fundação Freddom of the Press alega que o WikiLeaks deixou de lado o princípio da liberdade de expressão e transparência sem parecer endossar todo o comportamento pessoal e profissional de Julian Assange. A fundação foi criada em 2010 para doações depois que as empresas de cartão de crédito da PayPal, Visa ou Mastercard e do Estados Unidos impuseram um bloqueio financeiro ao site.
Os financiadores perderam a confiança em Assange, que deixou um discurso de esquerda para ecoar “as publicações nazistas”, disse a jornalista Xeni Jardim ao The Daily Beast, que fez uma reportagem exclusiva sobre o assunto publicada hoje (17). Xeni foi a criadora da fundação que deu apoio financeiro ao site e a Assenge.
E descobriu-se que Assenge deu apoio a Donald Trump. As afirmações de WikiLeaks de ser uma organização de transparência sofreram um golpe na noite de segunda-feira. Julia Ioffe, do Atlântico, publicou partes de uma conversa de mensagens diretas do Twitter na conta @WikiLeaks, uma conta controlada pelo menos em parte pela Assange, realizada com Donald Trump Jr.
“Nós decidimos que, portanto, notificaremos formalmente a WikiLeaks de que, a menos que eles pudessem demonstrar que um bloqueio ainda estava em vigor, não mais forneceríamos um mecanismo para que as pessoas fizessem uma doação para eles, “, escreveu Trevor Timm, co-fundador e diretor executivo da Freedom of the Press Foundation.
Vários membros do conselho, incluindo Edward Snowden, o denunciante da Agência de Segurança Nacional e Daniel Ellsberg, dos Documentos do Pentágono, ficaram desencantados com o WikiLeaks. Snowden há algum tempo considerou que se afastava de suas missões de transparência e responsabilização louváveis, fontes conhecidas de seu pensamento disseram à The Daily Beast.
