Governistas admitem que alguns pontos da nova versão da reforma da Previdência, apresentada na quarta-feira pelo relator da matéria, deputado Arthur Maia (PPS-BA), podem ser modificados a pedido da base aliada a fim de aprovar o texto na Câmara ainda este ano.
Fontes ouvidas pela Reuters nesta sexta-feira disseram que ao menos um ponto da reforma, a depender das negociações, poderá ser modificado, e citaram uma eventual redução no tempo de contribuição necessário para o aposentado ter direito ao teto de vencimentos.
Na versão da PEC apresentada quarta-feira, essa contagem ficou em 40 anos, o mesmo prazo que havia sido aprovado em maio na comissão especial, já menor do que os 49 anos que constavam da proposta original enviada pelo governo ao Congresso.
Pelo calendário discutido pelo Planalto e sua base, a intenção é votar a nova versão do texto, em primeiro turno no plenário da Câmara, daqui a duas semanas, provavelmente no dia 6 de dezembro, uma quarta-feira. O segundo turno da proposta seria votado na semana que começa dia 18, a última de funcionamento do Congresso.
