Belo Horizonte, cidade jardim, dizia a canção descrevendo como a conhecemos há poucas décadas, arborizada, ajardinada, aconchegante em meio aos prédios de arquitetura típica da época de sua fundação, entre 1897 e o princípio do século passado e que faz neste 12 de dezembro 120 anos.
Enternece-me a lembrança, também, de que o primeiro Presidente do Estado, ou Governador de Minas, a concluir aqui o seu mandato foi meu bisavô materno, Joaquim Cândido da Costa Senna.
Pequena no princípio, como era natural, a cidade desde logo agigantou-se como expressão do poderio político de Minas, com Pedro Aleixo, Milton Campos, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, Bias Fortes, Olegário Maciel e a figura exponencial de Juscelino Kubitschek.
Como expressão dos mineiros ajudou a determinar os destinos do País com a Revolução de 1930, que levou Vargas ao poder e resistiu com ele à Revolução Paulista de 1932, até que mais tarde, quando o Presidente se afastou da linha política de liberdade inspiradora de Minas, principiou com o Manifesto do Mineiros o processo de redemocratização que elegeu Eurico Gaspar Dutra para a Suprema Magistratura da Nação e mais tarde elegeu Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Hoje, atingida como outras metrópoles pelos problemas advindos de um crescimento desordenado e da incúria dos governos, exige novamente nosso esforço para restaurar, em favor dos belorizontinos, uma qualidade de vida aceitável em matéria de saúde, transportes, educação e segurança pública.
Para tanto não bastam discursos, mas uma atitude firme e um trabalho denodado dos governos que até agora têm se marcado pela omissão ou pela incompetência.
De minha parte tenho procurado dar parabéns à cidade todos os dias, não com palavras, mas com atos e trabalho contínuo que me permitiram salvar da demolição o prédio antigo da Câmara Municipal, na Rua da Bahia, bem como estimular o término das obras do Palácio das Artes e ainda promover a instalação de 20 mil telefones fixos na cidade, quando ainda não havia o celular, bem como instaurar a CPI relativa à captação das águas do Rio das Velhas, considerado da maior importância.
No campo crucial da saúde, ajudando o Secretário Fernando Velloso, restauramos a Fundação Ezequiel Dias – FUNED, à época sitiada em meio a 6 toneladas de lixo e que transformamos em instituição modelo, que até hoje produz os medicamentos distribuídos gratuitamente por todos os postos de saúde do Estado.
É preciso continuar esta luta, sobretudo no que diz respeito a hospitais, atualmente sem estrutura, sem médicos, sem valorização da consulta, sem equipamentos e medicamentos, transformados em construções fantasmas ou aterrorizantes pelo sofrimento e ela dor.
Mas Belo Horizonte e Minas, estou certo, reagirão para por tudo isso em funcionamento adequado a favor da população.
Parabéns Belo Horizonte, pelo seu aniversário, que é também o de muitas lutas.
