Paul Bocuse foi para a gastronomia o que Coco Chanel foi para moda, simplificando e elevando a culinária à condição artística. O lendário chef francês morreu neste sábado aos 91 anos.
“Paul Bocuse morreu, a gastronomia está de luto. O senhor Paul era a França. Simplicidade e generosidade. Excelência e arte de viver. O papa da gastronomia nos deixou”, disse o ministro do Interior francês, Gérard Collomb, em mensagem postada no Twitter.
E fevereiro, o Misto Brasília estreia uma nova coluna. Será sobre gastronomia.
Paul Bocuse é uma lenda culinária. Seu restaurante “Auberge du Pont de Collonges” vem sendo premiado com três estrelas do guia Michelin desde 1965, sem interrupção. Na década de 1970, o chef aperfeiçoou a Nouvelle Cuisine e cultivou uma cozinha baseada em simples preparações, ingredientes frescos e regionais, publicou a DW.
Nascido em 11 de fevereiro de 1926 em Collonges-au-Mont-d’Or, perto de Lyon, foi escolhido pelo guia Gault et Millau como o cozinheiro do século. Bocuse estreou nos fogões aos 10 anos, num negócio de sua família, e só abriu seu próprio restaurante em 1958, recuperando o estabelecimento familiar L’Auberge du Pont, que foi rebatizado por ele como Paul Bocuse.
