O grupo de delegados que atua em inquéritos perante o Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou, em memorando interno na Polícia Federal, que vai recorrer à corte para barrar uma eventual interferência em investigações, após a polêmica causada pela entrevista concedida à Reuters pelo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia.
Na entrevista, Segovia disse não ver crime no inquérito dos portos, que apura a conduta do presidente Michel Temer, até o momento e indicou que a tendência é de que esse caso seja arquivado.
O diretor-geral também disse à Reuters que o delegado responsável pelo caso, Cleyber Malta Lopes, pode ser alvo de investigação interna pelas perguntas que ele fez ao presidente. As declarações geraram forte reação dentro da PF e críticas de entidades e políticos da oposição.
Os delegados do chamado GINQ encaminharam a manifestação –que não cita nominalmente Segovia– ao diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Eugênio Ricas. Esse último, que repassou o documento a Segovia para conhecimento, assegurou em resposta nesta quinta que sua diretoria, com apoio da direção-geral, tem adotado medidas efetivas para dar condições para que o grupo possa cumprir sua missão de forma “efetiva e eficaz”.
