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Fachin dilata prazo de inquérito de Rodrigo e Cesar Maia

O ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF),  ministro Edson Fachin, prorrogou por mais 60 dias o prazo para a conclusão do inquérito que investiga o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e seu pai, o vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia.

Ambos  são investigados por terem, supostamente, pedido e recebido da Odebrecht vantagens indevidas entre 2008 e 2013 para campanhas eleitorais. Fachin determinou que os autos sejam enviados “à autoridade policial, pelo prazo de 60 dias, para a execução das diligências apontadas e outras que sejam úteis à conclusão das investigações”, informou o Estado online.

A decisão do relator foi tomada após parecer da procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, sustentando restarem diligências pendentes. “Em seu pedido, a autoridade policial indicou como indispensáveis as oitivas do deputado federal Rodrigo Maia, do vereador Cesar Maia e seu ex-assessor João Marcos Cavalcanti. Portanto, a solicitação da autoridade policial merece acolhida”, disse Dodge, em parecer.

O delator Benedicto Barbosa da Silva Junior, ex-diretor de Infraestrutura da Odebrecht, declarou que Maia solicitou R$ 350 mil para campanha de 2008. Ambos não foram candidatos naquele ano. Em 2010, Maia pediu contribuição a Benedicto para campanha de seu pai. Foi autorizado o “pagamento de R$ 600 mil, dos quais já se encontraram comprovantes de pagamento de R$ 400 mil, realizado pelo Setor de Operações Estruturadas”, o “setor de propinas” da empreiteira.

O então procurador-geral da República Rodrigo Janot avaliou que o presidente da Câmara dos Deputados teria, supostamente, praticado os crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

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