Na corrida eleitoral vale tudo na terra de Macunaíma. Inaugurar obras no papel, descerrar placas na frente de esqueletos de obras públicas ou afixar uma placa de museu numa casa de taipa. Foi o caso do prefeito de Bequimão, um município da Baixada Maranhense, onde o índice de desenvolvimento humano é um dos mais baixos do Brasil.
O proselitismo dos discursos políticos é comum nas campanhas políticos e deve ficar ainda pior. Mas o prefeito José Martins (MDB) resolveu levar ao pé da letra a farsa de criar um Museu da Roça numa casa de taipa, uma residência típica que caracteriza a pobreza da Baixada.
A ”grande obra” foi instalada numa casinha no povoado quilombola Jararaitá. O prefeito, e seus aliados até posaram para foto. Foi para que ninguém pudesse esquecer como os gestores públicos tratam a inteligência do eleitorado. Detalhe: a placa afixada ao lado da porta provavelmente custou muito mais que a própria casinha, uma submoradia como registra o jornalista Eduardo Ericeira.
