Se no governo federal a semana após a Páscoa será decisiva para a desincompatibilização de ministros (algo em torno de dez) e de outros auxiliares que pretendem concorrer nas eleições de outubro, a expectativa também não e menor no Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal.
O prazo para que pré-candidatos deixem seus cargos é 7 de abril, mas ao longo da semana diversos assessores de Rodrigo Rollemberg (PSB) irão pedir demissão. A revoada começou na semana passada com o subsecretário de Planejamento da Secretaria da Educação. Fábio Souza esteve no cargo desde 2013 e deve concorrer a deputado distrital pelo PDT.
Nesta segunda-feira (02), a secretária de Projetos Especiais, Maria Abadia, entrega sua carta de demissão ao governador, após conversas com membros da executiva nacional do PSDB. Há muita confusão no ninho tucano do Distrito Federal. A executiva local é provisória desde 2011 e a direção foi renovada pelo presidente nacional do partido, Geraldo Alckmin. Na presidência está o deputado federal Lucas Izalci, que sonha com o Palácio do Buriti todos os dias. Em junho haverá a conenção, quando a comissão provisória pode ser substitutída por uma defintivia.
Maria Abadia é da ala contrária a Izalci. Ela disse à Rádio CBN que ainda não definiu o cargo que irá concorrer. Pensa em se candidatar a deputada federal, a vice-governadora ou mesmo a governadora, numa improvável prévia partidária, como aconteceu em São Paulo, quando saiu vencedor o prefeito de São Paulo, João Dória.
No primeiro escalão da administração estadual podem sair até nove secretários. O Misto Brasília solicitou aos assessores de Rollemberg uma prévia dos nomes nesta sexta-feira, mas não obteve resposta.
Entre aqueles que devem sair, estão Virgílio Neto (subsecretário do Trabalho), Marcos Dantas (Secretário de Cidades) e Henrique Muller. A lista é bem maior, porque atinge também os administradores regionais.
Virgílio Neto pode se filiar ainda ao PSB. O grupo dele e de Izalci protagonizaram uma luta MMA em plena convenção do PSDB no início de dezembro do ano passado, quando foi conduzido Alckmin para a presidência nacional da agremiação. Marcos Dantas é o terceiro vice-presidente regional do PSB e deve concorrer à Câmara Legislativa.
