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Estudantes permanecem acantonados na Reitoria da UnB

Dezenas de estudantes continuam acantonados na Reitoria da Universidade de Brasília (UnB), depois da invasão realizada por volta às 14 horas de hoje. Durante a ocupação, objetos e vidros foram quebrados e os servidores expulsos. Nas escadarias, os manifestantes empilharam cadeiras e mesas.

Em nota divulgada no Facebook, os estudantes se colocam contrários aos cortes de gastos diante de uma séria crise, segundo informou a administração da instituição. Eles querem a manutenção das bolsas de permanência, pagas a estudantes de baixa renda e o restabelecimento de porteiros no turno da noite.

“Mesmo com árdua mobilização dos trabalhadores e estudantes desde o início do ano de 2017, com a formação de comissões e ações a fim de impedir a aplicação dessas medidas de austeridade, faz-se necessário essa ocupação da reitoria”, diz a nota.

A direção da UnB já havia dado declarações de que os recursos disponibilizados eram insuficientes para o custeio da estrutura. Em março, uma audiência aberta à comunidade foi realizada para apresentar o quadro financeiro. Na ocasião, a reitoria informou a projeção de um deficit de R$ 92 milhões para o ano de 2018.

A Agência Brasil informou que o Ministério da Educação disse que os dados apresentados pela direção da UnB são divergentes daqueles que o governo federal tem. Segundo os registros do Executivo, o orçamento da instituição aumentou de R$ 1,66 bilhão para R$ 1,73 bilhão de 2017 para 2018. As verbas para custeio foram ampliadas em 12%. E neste ano já teriam sido liberados 60% dos recursos para custeio.

Sobre a polêmica acerca da situação financeira, os estudantes pedem que o MEC libere as verbas arrecadadas pela UnB, mas também cobram da reitoria transparência nas contas e auditoria nos contratos com prestadores de serviço, chamados de serviços terceirizados. A audiência teria o objetivo de esclarecer a posição do ministério e da universidade e buscar saídas.

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