Ainda não foi desta vez que o PSB confirmou que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, será candidato do partido à Presidência da República. Apesar de diversos contatos e encontros ao longo de meses, e de ter assinado a ficha partidária, Barbosa permanece na reserva da corrida presidencial, talvez para se preservar das críticas dos adversários. Atualizado às 19h04
Com 10% da preferência do eleitorado neste momento, segundo o Datafolha, hoje aconteceu, formalmente, a primeira reunião entre as principais lideranças do PSB e o pré-candidato. Do encontro não aconteceu a prometida fumaça branca. Dentro do partido há divergências sobre a corrida presidencial, porque há correntes que defendem uma coligação com o PT, outra com o PSDB e uma terceira defende uma candidatura própria.
O prório Joaquim Barbosa admite. “Ou seja, há dificuldades dos dois lados. O partido tem a sua história, tem as suas dificuldades de alianças regionais. E eu, do meu lado, tem as minhas dificuldades de ordem pessoal. Eu ainda não consegui convencer a mim mesmo de que devo ser candidato. Persiste essa dúvida muito grande da minha parte.”
Após o encontro na sede nacional do partido, em Brasília, o governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg suspirou: “Se Joaquim Barbosa decidir ser candidato será muito competitivo. É uma pessoa simples, do ponto de vista pessoal, e muito preparado.”
Rollemberg disse que foi boa a conversa com Joaquim Barbosa e integrantes da direção do PSB. “Equilibrado, ponderado, com amplo conhecimento sobre sistema político do Brasil e do mundo.”
