Os paraguaios vão às urnas neste domingo (22) para eleger o novo presidente do país, numa eleição que tem como principais candidatos ao cargo Mario Abdo Benítez, apoiado pelo partido no poder, e o opositor Efraín Alegre.
Além dos dois candidatos, outros dez concorrem à presidência, mas somente Abdo Benítez e Alegre – que também é presidente do Partido Liberal, o maior da oposição – são apontados como possíveis vencedores. O pleito será realizado em apenas um turno.
Os dois encerraram a campanha eleitoral na última quinta-feira com grandes comícios. Abdo Benítez, do conservador e governista Partido Colorado, prometeu declarar guerra à impunidade e à corrupção se for eleito chefe do Executivo paraguaio pelos próximos cinco anos, a partir de agosto.
Abdo se apresenta como o substituto do atual presidente, Horacio Cartes, enquanto Alegre aglutina o Partido Liberal e a esquerda da Frente Guasu, do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo (2008-2012).
Alegre, que concorre à presidência pela segunda vez consecutiva, afirmou a milhares de pessoas na cidade de Capiatá, na Grande Assunção, que não será o “presidente dos ricos”, mas das classes mais populares. Ele reiterou sua promessa de reduzir a tarifa de energia elétrica e o preço dos medicamentos.
A aliança opositora busca destronar o Partido Colorado da presidência pela segunda vez, como ocorreu em 2008, com a histórica vitória de Lugo. Juntos, os liberais e os esquerdistas conseguiram colocar um ponto de interrogação num panorama que antecipava uma vitória segura do partido governista.
As pesquisas eleitorais destoam tanto umas das outras, que somente servem para causar ainda mais interrogações. A consultoria Francisco Capli indica que Abdo Benítez tem 53,1% das intenções de voto, e Alegre, 22,1%. Já o instituo internacional TCI Research atribui 42,4% a Abdo Benítez, e 47,5% a Alegre.
