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Mudança na CLT não gerou novos empregos

 

As mudanças na legislação trabalhista não se refletiram na geração de empregos no país e acabaram fragilizando o vínculo empregatício, disseram líderes sindicais que participaram hoje (1º) de manifestação no Rio de Janeiro que marcou o Dia do Trabalho. O ato reuniu cerca de 200 pessoas, na Praça XV, no centro da cidade, a maioria ligada a centrais sindicais, sindicatos e empresas estatais.

“Tínhamos uma expectativa de que este ano aumentariam os empregos, mas até agora nada. É a nossa principal batalha”, disse Paulo Pereira da Silva, conhecido como Paulinho da Força, presidente da central e deputado federal pelo Solidariedade em São Paulo.

À noite, na Praça da República, o ato do Dia do Trabalhador das centrais sindicais e de movimentos populares destacou “a defesa da democracia, dos direitos, empregos, salários e da aposentadoria”.

O presidente regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RJ), Marcelo Rodrigues, declarou que a nova legislação trabalhista foi uma agressão e não criou empregos formais. “A informalidade e o subemprego estão disparando no Brasil, mesmo com essa reforma. O que fizeram foi acabar com o emprego e com os direitos trabalhistas e contratar qualquer um, a qualquer trocado. Essa reforma trabalhista foi um soco nos trabalhadores. Quem não tinha um emprego, hoje tem?”, questionou o líder sindical, conhecido como Marcelinho.

O diagnóstico é semelhante ao do coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, que não vê motivos de comemoração para os trabalhadores no 1º de Maio.

O governo rebate o pessimismo dos líderes sindicais e vê um aumento no nível do emprego ainda este ano, O ministro do Trabalho, Helton Yomura, disse hoje, em evento alusivo à data, também no Rio, que o país deve ter um saldo positivo de 2 milhões de postos de trabalho neste ano. Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia no Brasil, em março deste ano, 90,6 milhões de pessoas ocupadas e 13,7 milhões de desempregados. (Da ABr)

 

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